quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

FECHAMENTO DO SEMESTRE

Minha última postagem será uma retrospectiva do que estudamos durante esse semestre, por sinal muito produtivo.
Para começar, discutimos a função social da escola e o papel do professor. Seguimos trabalhando e passamos a discutir a teoria dos currículos, discutimos como se constroem, como chegam até nós, quais as influências e ideologias estão contidas neles. Estudamos várias teorias, das tradicionais, criticas e pós-criticas. Passamos pelo estudo dos PCNs, onde escolhi para postar no blog, os temas transversais, por considerar, extremamente fundamental para a formação de seres humanos mais éticos, responsáveis e comprometido com o meio em que vivem.
Passamos pela elaboração de trabalhos que foram apresentados em seminários, com temas muito interessantes, Capital Cultural,  questões étnica racial, currículo oculto, os métodos educativos de Paulo Freire, a teoria Queer, que foi apresentada pela minha dupla, entre outros. Alguns que eu já tinha um pouco de conhecimento, outro nenhum. Estudamos como Piaget, Vygotsky entendem o processo de aprendizagem. Depois estudamos as novas didáticas. Fizemos uma comparação entre as didáticas tradicionais e a novas didáticas. Chegamos à discussão sobre a função da avaliação formativa, percebemos que a avaliação formativa é muito importante para o desenvolvimento da aprendizagem. E, por fim, elaboramos um projeto de ensino sob a perspectiva temática, onde trabalhamos com o desenvolvimento urbano da cidade de Florianópolis e o problema da mobilidade urbana.
Bom, terminamos mais um semestre que foi de muita ralação, mas muito produtivo, como já falei, tenho muito a agradecer a nossa querida professora, Jane Bittencourt que com muito carinho e atenção, nos proporcionou uma aprendizagem tranqüila. 




Planejamento

O planejamento deve servir de guia para o professor, como tudo na vida sai melhor quando planejado, na educação não seria diferente. Com um planejamento prévio, o professor pode estabelecer metas e métodos para chegar ao objetivo principal, que é a aprendizagem.
O trabalho docente é uma atividade consciente e sistemática, em cujo centro está o estudo dos alunos sob a direção do professor. O planejamento de aula é de fundamental importância para que se atinja êxito no processo de ensino-aprendizagem. A sua ausência pode ter como conseqüência, aulas monótonas e desorganizadas, desencadeando o desinteresse dos alunos pelo conteúdo e tornando as aulas chatas e desestimulantes, portanto, o planejamento de aula é um instrumento essencial para o professor elaborar sua metodologia conforme o objetivo a ser alcançado, tendo que ser adequada para diferentes turmas, e flexível caso seja necessário.  



AVALIAÇÃO ESCOLAR

Quando avaliamos, queremos conhecer e entender o que está sendo aprendido, o que precisa ser melhorado. Através da avaliação queremos conhecer a qualidade dos processos e os resultados, queremos conhecer para valorizar o aluno e intervir a tempo, se necessário, para assegurar o êxito dos participantes desse processo educativo. Este deve ser o sentido da avaliação formativa que deverá ser ainda contínua e pessoal. Não apenas através de provas, porque  geralmente, quando vamos fazer uma avaliação bate o nervosismo e muito do que se aprendeu fica  de fora na hora de responder, falo isso por experiência própria.
Na avaliação das aprendizagens, podemos perceber ainda uma tendência tradicional para avaliar sempre com a intenção de corrigir, penalizar, selecionar, classificar. Necessitamos de recuperar o sentido positivo da avaliação educativa e encará-la como uma atividade que convida a seguir em frente. Aprendendo e construindo um futuro melhor. E a avaliação, portanto, não deve servir para penalizar o aluno, mas para transformá-la em outra forma de adquirir conhecimento. Com o diagnóstico dado pela avaliação, deve servir para o professor, como um mediador, estimular e o orientar o aluno para que esse consiga chegar à aprendizagem.
Hoje, posso questionar a avaliação e ainda vejo que mesmo no universo acadêmico, ainda se utiliza, o velho método de avaliar, para excluir, muitos professores, parecem não compreender o sentido  formativo que a avaliação deveria ter, e continuam usando-a de forma autoritária para penalizar, excluir, humilhar e desestimulando o aluno a seguir em frente. Não se questionam onde está o problema? Será que esse conteúdo foi passado de forma clara? Como posso melhorar a aprendizagem? É muito mais para punir do que para construir.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011



As novas didáticas
Hoje visualizamos e vivenciamos didáticas que possibilita uma estética escolar diferente do que historicamente vivenciamos nos processos formativos que nos impediram de viver, de nos reconhecer como sujeito que pensa, cria e produz, pois fomos conduzidos na velha estética educacional, onde o professor é o profeta que diz a verdade, e o aluno (sem luz) passivamente recebe a profecia organizadamente na sala de aula.
Portanto ao ler o texto e analisando as duas didáticas, a tradicional  e a nova, com certeza, optaria pelas as novas didáticas. A proposta  das novas didáticas é vivenciar uma textualidade que fuja da oficial , que busque no alternativo uma relação diferente do aluno/aluno e professor/aluno, valorizando-se mutuamente como sujeitos de sua destinação histórica. Existindo a confiança de construir e criar, quebrando a fragmentação, a mecanização, a dominação desvalorativa e insignificativa das velhas estéticas.
Uma didática que possibilite aprendizados que estão presentes no cotidiano dos alunos, mas que possibilita aos sujeitos leitores pensar suas práticas sociais, as teias de suas histórias de vida, suas práticas educativas mesmo que de forma tímida e limitada.



Interacionismo

Para Piaget cada um de nós tem seu  próprios esquemas de assimilação, mecanismos interiores para a apreensão do que os sentidos e a mente alcançam. Cada pessoa, lê o mundo a seu modo, e o ajusta aos seus próprios esquemas de assimilação. E a apropriação do seu saber e do seu conhecimento se dá na interação do sujeito consigo, com os outros sujeitos e com o objeto do conhecimento.
 Acredita-se que o sujeito é capaz de construir o seu conhecimento por meio da interação com o objeto do conhecimento. Neste entendimento, o conhecimento passa de mera transmissão de informações para construção do saber, possibilitando, ao aluno, aprender a fazer, aprender a pensar, ser um sujeito do seu processo de aprendizagem.

Para Vygotsky, a formação se dá numa relação dialética entre o sujeito e a sociedade a seu redor ou seja,  homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem. Para ele o que interessa é a interação que cada pessoa estabelece com determinado ambiente, a chamada experiência pessoal e significativa. Outro conceito da teoria de Viygotsky é a mediação. Segundo a teoria Viygotskiana, toda relação do indivíduo com o mundo é feita por meio de instrumentos técnicos e da linguagem, que traz consigo conceitos consolidados da cultura à qual pertence o sujeito.
Acredito que o bom professor é aquele que interage com o aluno, pois todos nós aprendemos com tudo o que nos cerca, mesmo que seja de uma forma diferente para cada um. E como professores, temos que possibilitar nossos alunos a oportunidade de aprendizagem.