TEORIAS DE CURRÍCULO
O currículo escolar está além da grade curricular converge em múltiplas dimensões que vai construir a identidade e a visão de mundo de uma sociedade.
O currículo esta sempre comprometido com algum tipo de poder, pois não existe no currículo neutralidade, ele é um veículo de ideologia e da intencionalidade educacional As teorias curriculares são subdivididas em: tradicional, críticas e pós-críticas.
A partir de diferentes conceitos empregados, o autor apresenta a seguinte possibilidade de distinção entre as teorias do currículo:Teorias Tradicionais: ensino, aprendizagem, avaliação, metodologia, didática, organização, planejamento, eficiência, objetivos. Teorias Críticas: ideologia, reprodução cultural e social, poder, classe social, capitalismo, relações sociais de produção, conscientização, emancipação e libertação, currículo oculto, resistência.
Teorias Pós-Críticas: identidade, alteridade, diferença, subjetividade, significação e discurso, representação, cultura, gênero, raça, etnia, sexualidade, multiculturalismo.
A teoria tradicional compreende uma escola nos padrões empresariais, visando a produtividade, organização e desenvolvimento, com ênfase na eficiência. Neste caso o currículo é plenamente técnico, em que a educação segue os modelos estabelecidos pelos interesses da situação. Taylorismo aplicado à escola, visando à padronização dos processos pedagógicos. Onde os alunos são encarados enquanto um produto fabril.
As críticas à visão tradicional de currículo surgem na década de 60, em meio aos movimentos sociais e culturais, O aparecimento da visão crítica do currículo que veio para questionar a teoria tradicional, causadora das grandes injustiças sociais. Questionando as desigualdades provocadas no sistema de ensino por essa visão tradicional, já que essa não questiona o conhecimento em si, valorizam apenas o efeito dessa reprodução de conhecimento. De acordo com a visão crítica, a sociedade capitalista se utiliza da educação para reproduzir sua ideologia.
No início do século XXI surgem às teorias pós-críticas direcionam suas bases para um currículo no qual se junta conhecimento, identidade e poder com temas como gênero, raça, etnia, sexualidade, subjetividade, multiculturalismo, entre outros. O poder é ainda importante, mas encontra-se descentralizado, espalhando-se por todas as redes sociais. Com as teorias pós-críticas o mapa do poder é ampliado para incluir os processos de dominação centrados na raça, na etnia, no gênero, na sexualidade
No início do século XXI surgem às teorias pós-críticas direcionam suas bases para um currículo no qual se junta conhecimento, identidade e poder com temas como gênero, raça, etnia, sexualidade, subjetividade, multiculturalismo, entre outros. O poder é ainda importante, mas encontra-se descentralizado, espalhando-se por todas as redes sociais. Com as teorias pós-críticas o mapa do poder é ampliado para incluir os processos de dominação centrados na raça, na etnia, no gênero, na sexualidade
Livro: SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
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